quarta-feira, 25 de abril de 2012

Exercito em Genocídio Particular - Texto completo


A política suja que fazem com os próprios corpos
perde a razão e o sentido, fazendo apologia á castidade
fazendo-se de ditador de desventuras em frente do espelho.

Mas os santos estão á postos, esperando a vossa dedicação matinal de “ouvidos e olhos atentos ao que disser.”
Mas já que lhe moldaram assim o que lhe resta é entregar-se as noites de ilusões psicóticas
e aterrissar na terra dos desperdícios.

Então abriremos cada uma destas portas e esperar a esperança sair de alguma delas
ainda viva e sorrindo para algum de nós.
E pedimos á ela que complete sua metamorfose, inquieta e ardente.
Não seria como as lagartas que dormem, descansam para depois então voarem,
livres, leves e incansáveis borboletas serão.

Mas e você esperança?  Completará essa metamorfose tão aguardada?
Irá se transformar em uma felicidade livre e leve?
E como sempre, perguntamos e ninguém responde...

Por que somos selvagens e perigosos.
Por que somos selvagens e perigosos?
Ninguém nos concretizou isso em palavras
Ninguém responde. Como então adivinhar tal peripécia subliminar?!

Por que somos selvagens e perigosos?
Sim.  Admitimos e não teremos mais medo algum de assumir,
Pois nem a política dos corpos sujos,
Nem espelhos quebrados por indecência,
Nem santos engessados e muito menos as noites de desesperos
Impedirão-nos de caminhar em estradas, por mais destruídas estejam.
E não descansaremos de abrir portas, por mais que nos mostrem desgraças tantas vezes.

Eu não sou apenas um.

“Sou um milhão por dentro, a cada coração vomitado para fora.”

Jessie Jones



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