sábado, 22 de setembro de 2012

A Despedida / Auto (Descartável) Biografia


Sou desprezado pelo meu ‘eu’.

Antiquado a surpresas vazias
Interrompido pelo desnecessário
Assassinando passos positivos e destruindo aniversários.

Sou o assexuado violado
Por depressões, religiões, delinquentes espiões
Interrompido pelo o esperado
Decapitando o otimismo e esquartejando esperanças.

Masoquista irresponsável
Psicose sem intervalos
Neurótico compulsivo
Metamorfo das verdades
Viciado incontrolável
Amante do inevitável.

Vou sendo uma mulher
Vou sendo o homem
Caracterizados de erotismo e monstruosidade
Vou sendo desprezado pelo o meu eu.

Meu nome era Jessie Lutti Jones
E foi um prazer absurdo te conhecer.

Jessie Jones

[Autor Desconhecido] 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Prazeres Sobrenaturais


Primeiro você irá atrair a sua vitima
Logo após irá iludir desastrosamente
Depois procriará fetos em seu ventre

“A pedofilia está comendo a sua mente”

Mas você não sabe o que aconteceu
Repugnante e lesada justiça, diz que se esqueceu
Médicos dizem que é psicopatia
Enquanto outros dizem que são espíritos malignos atuando em seu dia-a-dia
Mas você realmente não se preocupa para o que dizem
Se viver, algum dia irão te libertar
Se morrer terá algum deus pra te perdoar.

Gozando dos “pecados”
Tendo prazeres sobrenaturais...

domingo, 13 de maio de 2012

Compulsivos


Existem seres que são:

Muito distante
Nada contentável
Sempre superficial
Nunca inatingível
Mergulhadores de fetiches
Fanáticos por homicídios
Sobreviventes da impotência
Adoradores da felação
Suicidas em masturbação
Estelionatários de realidade
Perdidos de amor
Doentes inexplicáveis
Sozinhos na incompreensão
Obsecados enrustidos
Insanos quase destruídos.

São assumidamente mortos
Enquanto outros sorriem para paredes.

Numa caixa vazia sempre cabe mais um...



Jessie Jones


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Exercito em Genocídio Particular - Texto completo


A política suja que fazem com os próprios corpos
perde a razão e o sentido, fazendo apologia á castidade
fazendo-se de ditador de desventuras em frente do espelho.

Mas os santos estão á postos, esperando a vossa dedicação matinal de “ouvidos e olhos atentos ao que disser.”
Mas já que lhe moldaram assim o que lhe resta é entregar-se as noites de ilusões psicóticas
e aterrissar na terra dos desperdícios.

Então abriremos cada uma destas portas e esperar a esperança sair de alguma delas
ainda viva e sorrindo para algum de nós.
E pedimos á ela que complete sua metamorfose, inquieta e ardente.
Não seria como as lagartas que dormem, descansam para depois então voarem,
livres, leves e incansáveis borboletas serão.

Mas e você esperança?  Completará essa metamorfose tão aguardada?
Irá se transformar em uma felicidade livre e leve?
E como sempre, perguntamos e ninguém responde...

Por que somos selvagens e perigosos.
Por que somos selvagens e perigosos?
Ninguém nos concretizou isso em palavras
Ninguém responde. Como então adivinhar tal peripécia subliminar?!

Por que somos selvagens e perigosos?
Sim.  Admitimos e não teremos mais medo algum de assumir,
Pois nem a política dos corpos sujos,
Nem espelhos quebrados por indecência,
Nem santos engessados e muito menos as noites de desesperos
Impedirão-nos de caminhar em estradas, por mais destruídas estejam.
E não descansaremos de abrir portas, por mais que nos mostrem desgraças tantas vezes.

Eu não sou apenas um.

“Sou um milhão por dentro, a cada coração vomitado para fora.”

Jessie Jones



terça-feira, 17 de abril de 2012

Rituais


Sacrificio
Magia negra
Cabeça de gato
Pés de galinha

Sangue coagulado
Garganta cortada
Mutilações em círculos
Rituais proibidos.

Enrustido e perdido homem
Mendigos carbonizados somem.

Amor de segunda linhagem
Mostre-me seus medos, seus dedos, seus selos.

Preciso de sua vagina virgem
Quero terminar a minha obra prima inacabada.
Preciso de seu pênis não circuncidado
Quero terminar meu orgasmo.

Preciso de mais um sacrifício...
Irei me despedir de seu olhar.

Jessie Jones

Imagem: Filme, Antichrist

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Negativo

Conte-me um segredo
Revele-me a negatividade em suas mãos
Limpe o rosto com a toalha suja que te dei.
 Enxugue os desprezos e mostre-me seus assassinatos internos
Realize meus fetiches mais sórdidos e masturbe-me mentalmente
Eu não preciso conhecer a sua vida intocável para tentar te amar.

Conte-me sua noite passada
Me entregue a imundice dos teus olhos
Corte o rosto com as lâminas que você me presenteou.

 Afogue-se em prazer e morra ao meu lado, completamente ejaculado.
Realize meus sonhos lindos e me acaricie mentalmente
Eu não preciso conhecer a sua vida intocável para tentar te amar.
Ou matar.

 Jessie Jones

domingo, 1 de abril de 2012

Saída de negligência

Uma vela acesa encostada nas rosas secas.

As rosas pegam fogo, incendeia os retratos que caem e consigo derruba a garrafa de uísque.
O fogo se espalha pelo quarto transformando em cinzas os livros de histórias contadas para crianças dormirem.
Os álbuns de fotografias alimentam ainda mais o fogaréu,
A fumaça sai apertadamente entre buracos nos telhados.
A rua está vazia e todos dormem neste “lindo” momento.

A mulher acorda entre tosses e olhares de desesperos e corre para o quarto do seu bebê.
O berço parece fogueira dando despedida. Móveis em chamas, paredes chamuscadas
O inferno ali existia em sua forma mais crua e despida.

A mulher sai com seu filho nos braços, braços ardendo, criança sufocada
Ofegante, firme, forte.
Ela corre do quarto, vai apressada para a entrada da casa
O telhado cai fechando todas as saídas, bloqueando todas as suas esperanças.

O gás explode e casa está prestes a cair,
Um buraco abre em uma das paredes que dá para o quintal,
A mulher pega o bebe e o joga delicadamente pelo buraco.

Os vizinhos assistem aquilo sem nada para fazer, pegam a criança e o afasta do fogo.

A mulher limpa os olhos das lágrimas, vai até o seu quarto parcialmente destruído e esconde os entorpecentes, as lâminas e o veneno, depois se agarra a uma fotografia do filho ainda intacta, sorri e se deita na cama em chamas.

Quando a ajuda chega, seria tarde demais.

A casa explode e vai abaixo, junto a mais um corpo que implorava por vida.
A casa explode e vai abaixo.

Jessie Jones
Imgem por: Dominic Episcopo

sábado, 31 de março de 2012

Modesto Pecador

Em (des)respeito a tua honra irei rezar como ninguém jamais rezou por você.

Colocarei seus crucifixos em puro foco, todos pendurados de forma contraditória,
Espalhar milho ao chão para poder ajoelhar-me
E depois tentar arrepender-me de negá-lo como pai.
Vou chorar dias e noites e guardar todas as minhas foices que fiz pra você.

E de todo esse ritual não sobra espaço pra tanta ironia.
Preciso pedir a “benção ao meu pai” todos os dias por estar vivo
“Graças ao bom deus”.

Jessie Jones



segunda-feira, 26 de março de 2012

Escritas perdidas do diário da Rainha Vermelha (In Wonderland)

 
- Tragam-me uma bandeja com a cabeça dela.
E eu quero o cérebro e os olhos intactos.
Quero poder beijar os lábios frios e saber que está me olhando com desejos verdadeiros
E imaginar que está realizando uma de suas fantasias comigo.
Só não vai poder sorrir como fazia antes, mas pense que vai ser bem melhor agora,
Não terá mais o corpo esguio e curvado chamando a atenção daquele irônico e pervertido animal ou até mesmo aquele açougueiro neurótico fingindo vender chapéus para atrair meninas lindas e tão “inocentes” como você, minha pequena.
Eu sonho com você passando por aquele jardim e correndo ao meu encontro por sua livre e espontânea vontade.
Mas você me odeia garota insolente, me repudia e me trata feito uma rosa pálida implorando pra ser tingida.
 Eu não queria fazer tal brincadeira com você, garota.
Mas eu sou uma rainha, uma rainha da cor de sangue, do seu sangue especificamente falando.
Pois o meu foi embora quando tentei (e falhei) por meio de símbolos, te trazer para meu lado.
 Eu sou uma rainha e você desobedece minhas ordens.
Eu te amo Alice...
 CORTEM-LHE A CABEÇA, AGORA!!!
 Jessie Jones

sábado, 24 de março de 2012

Exercito em Genocídio Particular - Texto Minimizado)

Sim.  Admitimos e não teremos mais medo algum de assumir
Pois nem a política dos corpos sujos,
Nem espelhos quebrados por indecência,
Nem santos engessados e muito menos as noites de desesperos
Impedir-nos-ão de caminhar em estradas, por mais destruídas estejam.
E não descansaremos de abrir portas, por mais que nos mostrem desgraças tantas vezes.

Eu não sou apenas um.
“Sou um milhão por dentro, a cada coração vomitado para fora.”

Jessie Jones

quarta-feira, 14 de março de 2012

Singular


É incontestável e inevitável
Soa algo desesperador e assustador.

Histórias ardentes e desgovernadas
Que se misturam a mentiras vermelhas
Que escorrem do meio do nada.

Somos compostos de ódio
Somos dissolvidos no amor.

Do insano ao desencantado
O ódio é prazer e veneno.

Do eterno ao desconcertante
O amor é simples e singular.

“Ciclo infinito, ciclo estuprador de vidas.”

Jessie Jones

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

[ Sem Titulo ]

Medo de relacionar a angústia passada com o amor perdido
Novos amantes, velhas divisões
Velhos costumes, novos desesperos.

Lábios grandes e lambuzados
Vazios e encaixes perfeitos.
Olhos brilhantes e assassinos
Vazios e controles imperfeitos.

Medo de relacionar a angústia passada com o amor perdido
Novos amantes, velhas divisões
Velhos costumes, novos desesperos.

Era você no castelo de gelo
Era eu no calabouço de fogo
Escravos gritam nas celas de sadomasoquismo
Éramos nós, nos afogando no rio de lágrimas fedidas.

Sexo grosso e lambuzado
Preenchidos por encaixes perfeitos.
Gotas brilhantes e pervertidas
Que escorriam dos encaixes imperfeitos.

Faminto e insaciável
Distinto e inalcançável
Mortos ao leito do interminável
“Quando as gaiolas forem abertas pássaros voarão por buracos apertados nas paredes.”

Medo de relacionar a angústia passada com o amor perdido
Novas traições, velhas ambições
Velho prazer, novo desperdício.

Jessie Jones
Imagem por: Hoffine - Lady Bathory

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O estupro

“E não diga que se esqueceu de enterrar o corpo que supostamente o encontrou
Sem as cavidades oculares
Mandíbula ausente
Orelhas arrancadas
Ânus estilhaçado e agressivamente aberto
Com os vestígios do seu esperma ainda quente.
Mas esse ato psicótico não passa de idéias doentias e não quero poder repensá-las.”

Idéias inteligentes, neuróticas
Submersas na obscuridade da mente
Que um dia iremos todos vivenciá-las
Ou
Idéias maléficas, estelionatários de vida
Submeras na agressividade da mente
Que um dia não queremos nem pensar em vivenciá-las.

Vou pensando, encostado na parede
Que agora calada está.
Pois apagaram seus protestos.

 
Jessie Jones