A política suja
que fazem com os próprios corpos
perde a razão e o
sentido, fazendo apologia á castidade
fazendo-se de
ditador de desventuras em frente do espelho.
Mas os santos
estão á postos, esperando a vossa dedicação matinal de “ouvidos e olhos atentos
ao que disser.”
Mas já que lhe
moldaram assim o que lhe resta é entregar-se as noites de ilusões psicóticas
e aterrissar na
terra dos desperdícios.
Então abriremos
cada uma destas portas e esperar a esperança sair de alguma delas
ainda viva e
sorrindo para algum de nós.
E pedimos á ela
que complete sua metamorfose, inquieta e ardente.
Não seria como as
lagartas que dormem, descansam para depois então voarem,
livres, leves e
incansáveis borboletas serão.
Mas e você
esperança? Completará essa metamorfose
tão aguardada?
Irá se transformar
em uma felicidade livre e leve?
E como sempre,
perguntamos e ninguém responde...
Por que somos
selvagens e perigosos.
Por que somos
selvagens e perigosos?
Ninguém nos
concretizou isso em palavras
Ninguém responde.
Como então adivinhar tal peripécia subliminar?!
Por que somos
selvagens e perigosos?
Sim. Admitimos e não teremos mais medo algum de
assumir,
Pois nem a
política dos corpos sujos,
Nem espelhos
quebrados por indecência,
Nem santos
engessados e muito menos as noites de desesperos
Impedirão-nos de
caminhar em estradas, por mais destruídas estejam.
E não
descansaremos de abrir portas, por mais que nos mostrem desgraças tantas vezes.
Eu não sou apenas
um.
“Sou um milhão por
dentro, a cada coração vomitado para fora.”
Jessie Jones


